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No âmbito do Programa de Acção de Educação da Comunidade Europeia, em Fevereiro de 1976, foi lançado o Programa - Piloto
para a cooperação interuniversitária com atribuição de subsídios aos programas conjuntos de estudos. Aqui reside a origem
do ERASMUS. O nome então escolhido é simultaneamente, um símbolo e um acrónimo. Porquê? Por um lado, evoca a idade de ouro
em que os estudantes e académicos se deslocavam entre os centros de estudo mais importantes da Europa como o fez – Desidério
Erasmo – por outro, trata-se de uma abreviatura, em inglês, da Acção Erasmus do Programa Sócrates – EuRopean
Community Action Scheme for the Mobility of University
Students.
Assim sendo, em 1987 foi oficialmente introduzido com o alvo da aumentar a mobilidade de estudantes dentro da Comunidade
Europeia, primeiramente em países europeus da área económica, e agora também os países candidatos como Bulgária, Roménia
e Turquia.
Em 1995 Erasmus tornou-se incorporado no novo programa Socrates que cobre a instrução da escola à universidade à aprendizagem
longa da vida.
Objectivos do Programa
- Reforço da dimensão europeia na educação;
- Promoção da melhoria qualitativa e quantitativa do conhecimento das línguas da U.E, especialmente das menos utilizadas
e ensinadas;
- Promoção da cooperação e da mobilidade no domínio da educação;
- Incentivo à inovação pelo desenvolvimento de práticas pedagógicas e materiais didácticos;
- Promoção da igualdade de oportunidades a todos os domínios da educação.
A Acção Erasmus
A educação e em especial o ensino superior acompanharam o rápido processo de internacionalização das sociedades. A abertura
das “universidades” ao exterior corresponde aos seus desígnios e o processo de internacionalização das instituições
de ensino superior, designadamente no que respeita à mobilidade dos estudantes, corresponde a um regresso às origens, na medida
em que a “universidade” medieval era na verdade “internacional”. A Acção ERASMUS destina-se a fomentar
a qualidade e a reforçar a dimensão europeia no ensino superior, incentivando a cooperação transnacional entre universidades,
nomeadamente através da promoção da mobilidade e intercâmbio de estudantes, tendo em vista a melhoria, a transparência e o
reconhecimento académico de estudos e habilitações em toda a Europa.
O termo “universidades” designa neste contexto, todos os tipos de estabelecimentos de ensino superior
que confiram qualificações ou diplomas a esse nível nos países participantes, sendo a sua elegibilidade determinada pelas
autoridades nacionais competentes.
Países Participantes:
- Os 25 Estados-membro da União Europeia: Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália,
Luxemburgo, Países Baixos, Áustria, Portugal, Suécia, Reino Unido, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia,
Polónia, República Checa, Roménia, Malta e Chipre;
- Os países da EFTA/EEE1: a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega;
- Os seguintes países da Europa Central e Oriental, candidatos à adesão: Turquia, Bulgária e Roménia;
A vida de um Erasmus
Caso se queira ter uma melhor noção sobre a vida de Erasmus, seja a nível de festas, dificuldades, etc... recomenda-se
a visualização do filme "A Residência Espanhola - L'Auberge Espagnole" Sinopse: Xavier, um jovem estudante
francês no programa Erasmus, aluga um apartamento na baixa de Barcelona. Com ele, partilham esta casa outros estudantes, provenientes
de vários países Europeus: um rapaz italiano, uma inglesa, um jovem dinamarquês, uma jovem mulher belga, um alemão e uma rapariga
da Andaluzia. Apesar das suas diferenças aparentes, os jovens começam a conhecer-se melhor com o tempo e, juntos, vão embarcar
numa série de aventuras que vão mudar o rumo das suas vidas.
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